dissabte, 30 de maig de 2009

Thatcher e Keynes

A senhora Thatcher e o Lord Keynes: fatos e mitos

A crítica ou o entusiasmo apressado, às vezes esquece que existe um parentesco essencial entre as políticas econômicas de filiação neoclássica e keynesiana, que pertencem à mesma família ideológica liberal e anglo-saxônica, e são estratégias complementares e indissociáveis dentro do sistema capitalista.

José Luís Fiori
A história da segunda metade do século XX transformou a eleição da senhora Margareth Thatcher, como primeira-ministra britânica, no dia 4 de maio de 1979, numa fronteira simbólica entre dois grandes períodos do mundo contemporâneo: a “era keynesiana” e a “era neolibral”. Apesar disto, não é fácil explicar como foi que esta senhora virou emblema da reação conservadora frente à crise dos anos 70, vitoriosa na Inglaterra e em todo mundo. O epicentro da crise foi nos EUA, e as principais decisões que mudaram o rumo da história da segunda metade do século passado, também foram tomadas nos EUA. Algumas delas, muito antes da eleição de Margareth Thatcher. No campo acadêmico e político, a inflexão neoliberal começou nos anos 60, durante o primeiro governo Nixon, e o mesmo aconteceu no campo diplomático e militar. Os principais responsáveis pela política econômica internacional do governo Nixon - como George Shultz, William Simon e Paul Volcker – já defendiam, naquela época, o abandono americano da paridade cambial do Sistema de Bretton Woods, a abertura dos mercados e a livre circulação dos capitais. E todos tinham como objetivo estratégico o restabelecimento do poder mundial das finanças e da moeda norte-americana, ameaçados pelos déficits comerciais, e pela pressão sobre as reservas em ouro dos EUA, que aumentaram na segunda metade da década de 60.Mais tarde, depois do fim do “padrão-dolar”, em 1973, e dos primeiros passos da desregulação do mercado financeiro americano, em 1974, ainda no governo democrata de Jimmy Carter, foi Paul Volcker e sua estratégia de estabilização do dólar, de 1979, que foi o verdadeiro turning point monetarista da política econômica norte-americana. Antes da vitória republicana de 1980, e da transformação de Ronald Ragan, em ícone da reação conservadora nos Estados Unidos. Na própria Inglaterra, a “virada neoclássica” da política econômica começou antes da eleição da senhora Thatcher, durante o governo do primeiro ministro James Callaghan, depois da crise cambial de 1976.Naquele momento, o governo trabalhista se dividiu entre os que defendiam uma “estratégia alternativa” de radicalização das políticas de controle, de viés keynesiano, liderados por Tony Benn, e a ala vitoriosa, dos que defenderam a ida da Grã Bretanha ao FMI, e a aceitação das políticas ortodoxas e monetaristas exigidas pelo Fundo, como contraparte dos seus empréstimos, aceitas pelo governo Callaghan, em sintonia com o governo social-democrata alemão, de Helmut Schmidt, que já havia “aderido” à mesma ortodoxia, antes do primeiro-ministro conservador, Helmut Koll. Apesar de tudo isto, não há dúvida que foi a senhora Thatcher que passou para a história como porta-estandarte do neoliberalismo das últimas décadas do século XX. Uma troca ou fusão de cabeças e de papéis permanente, mesmo depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Foi Keynes e não a Harry White, a figura forte na criação do Sistema de Breton Woods; foi Churchill e não Truman , o verdadeiro pai da Guerra Fria; foram os ingleses e não os norte-americanos, que criaram o “euromercado” de dólares – no início da década de 60 - que está na origem da globalização financeira; foi Tony Blair, mais do que Bill Clinton, quem anunciou numa entrevista coletiva, em fevereiro de 1998, a criação da “terceira via” ao mesmo tempo em que defendiam a necessidade de uma Segunda Guerra do Iraque; e o mesmo aconteceu com o anuncio conjunto – em 2000- da solução anglo-saxônica do enigma do genoma humano; e agora de novo - de volta ao campo econômico - foram os ingleses e não os americanos que lideraram a resposta das grandes potências frente à crise financeira, em outubro de 2008. E foi o primeiro ministro britânico, Gordon Brown, e não o presidente Barack Obama, quem anunciou na cidade de Londres, em abril de 2009, o fim do “Consenso de Washington”, apelido que foi dado pelos norte-americanos às políticas da “era Thatcher”. E depois de tudo, o que a imprensa internacional está anunciando é o retorno em todo mundo das idéias do Lord Keynes, e não de Ben Bernank ou Laurence Summers.Ou seja, mesmo depois do que alguns analistas chamam de “fim da hegemonia britânica”, os ingleses seguem definindo ou anunciando a direção estratégica seguida pelos “povos de língua inglesa”, e pelo mundo em geral. Seja numa direção, ou na outra, porque na verdade as novas políticas preconizadas pelo eixo anglo-saxão, a partir de 2009, também não significam a morte da ideologia econômica liberal, ao contrário do que afirmam muitos analistas da conjuntura atual. Keynes revolucionou a teoria econômica marshalliana, mas era um liberal, e suas propostas de política econômica recuperam, em última instância, algumas teses essenciais do ultra-liberalismo econômico dos Fisiocratas franceses, e do próprio Adam Smith, que defendiam uma intervenção ativa do estado para garantir o funcionamento dos mercados sempre que sua “mão invisível” não conseguisse garantir a demanda efetiva indispensável aos investimentos privados. A crítica ou o entusiasmo apressado, às vezes esquece que existe um parentesco essencial entre as políticas econômicas de filiação neoclássica e keynesiana, que pertencem à mesma família ideológica liberal e anglo-saxônica, e são estratégias complementares e indissociáveis dentro do sistema capitalista, atendendo interesses e funções diferentes mas intercambiáveis, segundo o lugar e o momento da sua implementação. Ou seja: primeiro Keynes, depois Thatcher e de novo Keynes, e a história segue confirmando o que disse o pai da teoria internacional inglesa, Edward Hallet Carr, em 1939: “A idéia de que os povos de língua inglesa monopolizam a moralidade internacional, e a visão de que eles são consumados hipócritas internacionais decorre do fato de que são eles que definem as normas aceitas da virtude internacional, graças a um processo natural e inevitável” . Até o maior crítico alemão do capitalismo inglês escreveu e difundiu suas idéias econômicas, a partir da Inglaterra, através das veias do império britânico. E segue enterrado no cemitério de Highgate, na cidade de Londres.
José Luís Fiori, cientista político, é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

divendres, 29 de maig de 2009

Democràcia i territori. Jornada matinal de debat, el proper 6 de juny.

Un dels problemes que ha de superar l’esquerra és la dispersió i la manca de comunicació entre els diferents grups organitzats, per petits que siguin. En els darrers anys s’han anat conformant una sèrie de petites iniciatives molt interessants, la major part de caràcter local, molt arrelades al territori i amb connexions incipients entre elles.

Les seves activitats van més enllà del mer contingut politicista i pretenen articular xarxes culturals i vivencials alternatives a l’hegemonia que imposa el mercat.

L’objectiu d’aquestes jornades és conèixer algunes d’aquestes experiències, contribuir al coneixement mutu entre elles i que intercanviïn informació i debatin sobre els seus problemes.

Es tracta d’assemblees d’esquerres que es caracteritzen per tenir una concepció i una metodologia democràtica, on la participació de totes i tots és l’element característic.

Després d’experiències polítiques en les quals les decisions eren preses per uns pocs, en nom d’una pretesa eficàcia, el resultat de la qual ha estat una acumulació de derrotes, es fa evident que les formes, el com es fa, és tan o més important que el què es fa.

 

Preguntes per a els diferents ponents (a manera de guió):

  1. Perquè i com es va constituir la vostra proposta? [reflexions sobre la democràcia]
  2. Com esteu organitzats? Estructura organitzativa
  3. Com s’adopten les decisions? Com es controla el seu acompliment?
  4. Quina relació teniu amb els moviments socials i el moviment obrer?
  5. Quines coses fem i com les fem?
  6. Representació municipal i política d’esquerres. Experiències, esperances i frustracions [
  7. Pensar globalment, actuar localment? Camins per a la necessària coordinació.
  8. Què és per a vosaltres la democràcia?

dimecres, 27 de maig de 2009

De nuevo, el Antihumanismo. Italia como síntoma


Joaquin Miras

El pasado domingo, 17 de mayo se publicó en sin permiso digital un conmocionante artículo de Marco Revelli. Este prestigioso intelectual nos daba cuenta de la evolución ideológica que se está produciendo en la sociedad italiana, desde larga data, y partía, para hacerlo, del análisis de la campaña electoral en curso. La derecha italiana ha adoptado como principal motivo de agitación política el racismo sin rebozo, que se ha convertido en la base de su discurso político. Elabora una nueva legislación que sanciona el Apartheid y que excluye a los emigrantes extranjeros de la posesión de derechos civiles. Las leyes propuestas se fundamentan en el principio ideológico según el cual los emigrantes no pertenecen a la especie humana. Todas estas propuestas de leyes vienen acompañadas por la adopción práctica de medidas draconianas, policiales, contra la emigración, por parte del gobierno, medidas de las que el gobierno se jacta y hace alarde, mientras que se invita a las fuerzas policiales a que se comporten con brutalidad. Revelli es pesimista y considera que la actual situación de crisis  económica, de falta de perspectivas y de grave deterioro de las condiciones de vida de los ciudadanos más desfavorecidos de la sociedad italiana, que han perdido, de facto, derechos civiles, ofrece las condiciones para que este discurso arraigue con fuerza, de forma masiva, en la actualidad. Pone como ejemplo que,  incluso, personalidades relevantes de las  fuerzas políticas progresistas están asumiendo en parte, u objetando con dudas y embarazos  la actitud de aquellos otros que tratan de combatir abiertamente estas ideas

            Revelli denomina a este nuevo, rampante discurso político racista “retóricas de lo inhumano”, y nos recuerda que la primera consecuencia de estas retóricas es “deshumanizar en primer lugar a aquellos que las comparten”.

            El aviso de Revelli es claro. Nuevamente, en Europa, retorna el antihumanismo. El movimiento ideológico político, antihumanista, que hace de la carencia de principios humanos, de la violencia abierta y de la consideración de que los desheredados, los más pobres, son una raza distinta, inferior,  que durante los años 20 y 30 del siglo XX denominamos nazi fascismo, vuelve a resurgir. Frente a esta avalancha de deshumanización, como término para designar a la fuerza que se le oponga, Revelli usa viejas palabras, cuya sola evocación expresa por sí misma explica la colosal gravedad que, en opinión del ensayista, posee la actual situación. Las viejas palabras con las que se designó toda la dignidad, todo el sacrificio de los que se opusieron con coraje –muchos,  con sus vidas- a la barbarie anti humanista del siglo XX: “resistencia” , y “frente” moral y cultural . Se encuentra en el párrafo conclusivo de su texto.

 Hoy  como ayer, y tal como lo expresa Revelli, la resistencia frente el anti humanismo no puede proceder de  la política en el sentido convencional y anodino, actual, de la palabra. Sino de la defensa de los principios humanos, de la cultura, o, al menos, de los restos que de ellas quedan.

Se trata pues, de recuperar, frente al moderno antihumanismo, el humanismo. El humanismo es el nombre noble de la tradición intelectual de la que nace la izquierda. El humanismo fue la única verdadera alternativa al nazi fascismo, elaborada y asumida por la izquierda, desde 1935, para aunar a todos los sectores populares en torno a un proyecto de democracia y libertades: los frentes populares democráticos: los principios de igualdad, de libertad, de vida digna, de democracia popular, de humanidad universal. Esas ideas que  Charles Chaplin, Charlot  expone en el breve  discurso, de apenas 4 minutos que pronuncia  al final de su película El Gran dictador, y que es el resumen, agit prop,  de aquel proyecto unitario para la movilización popular

Pero desde entonces, desde 1947, sucedieron muchas otras cosas.Y entre ellas, la que, ahora, se nos revela como la más grave: el abandono y olvido de los principios humanistas como axilogía de inspiración para nuestro hacer, la movilización activa, protagonista de la ciudadanía.

Algunos de los lectores, por edad están en condiciones de recordar cómo, durante los años 60 y 70 del siglo pasado en la izquierda misma se abrió paso un discurso antihumanista. El pensamiento de izquierdas, el marxismo, para ser “auténticos” debían ser “antihumanistas”. Se abrió la puerta a las hibridaciones teóricas con el estructuralismo, se prestó oídos al nietzscheanismo, se teorizaron “rupturas epistemológicas” y confusiones entre ciencia y praxeología. Todas esas imposturas se legitimaban como “ciencia”; se favoreció la difusión de extrañas variantes antiilustradas de marxismo, negadoras del ¡sapere aude! universal,  que hacían hincapié en la imposibilidad de que los explotados pudiesen tener capacidad intelectual de poseer razón y sentido común, y de comprender su estado; la política no pasaba por tratar de hacerles protagonizar la deliberación y la praxis … Y nuevamente, ha aflorado de forma flagrante el discurso biologista, que niega el carácter universal de la especie humana y los derechos y libertades, y nuevamente, hemos de volver al humanismo para encontrar una tabla de salvación: para encontrarnos.

En su último párrafo insiste R en destacar la idea de que ese nuevo “frente “impolítico””  debe ser constituido, no desde la racionalidad estratégica ni desde la racionalidad instrumental, sino desde la interpelación a la moral, a la defensa de los principios, lo cual, si se intepreta desde un criterio social fundamentado en la inmediatez económica, se puede considerar –así lo hace R.-   una propuesta “ trasversal”. Se trata de constituir un nuevo sujeto cívico político, una mayoría políticamente activa y comprometida,  no desde el interés corporativo o sectorial, sino desde la afirmación de principios humanos y humanistas, desde la deliberación común y la elaboración de un nuevo proyecto civil de sociedad. Frente al homo oeconomicus capitalista, que no reconoce principios y valores, no se puede oponer como alternativa el homo oeconomicus "proletario". Hay que erigir una nueva cultura material y moral basada en principios y derechos universales, y debemos enfrentarnos en nombre de los mismos y contra quienes los niegan La firmeza de las aseveraciones del artículo comentado tienen mucha más trascendencia viniendo Revelli.  Marco Revelli procede de la tradición política autonomista italiana, enfrentada con el proyecto político cultural, enraizadoen la experiencia cultural de la Resistencia, del PCI. El humanismo era, hasta la inflexión de los años70,  la cultura del viejo PCI: el blocco popolare, nazionale, il popolo, la nuova democrazia, la difessa della libertà . Recuerdo la sorpresa y la suficiencia displicente –también el desconcierto- que me causó, hace más de 30 años, ver el Tratado de la tolerancia de Voltaire, prologado por Palmiro Togliatti con fecha de 1949, y leer en él su defensa de la “vuelta al racionalismo”, como forma de apropiarnos de los frutos de “una gran batalla cultural y filosófica”.

El autonomismo, por el contrario, fue un movimiento político de carácter obrerista, surgido durante los años sesenta, en la Italia de lainsdustrialización acelerada y del desarrollo capitalista El movimiento se insertaba en los sectores de nuevos obreros jóvenes recién emigrados del campo, y partía de la experiencia de la lucha en la fábrica fordista y de la asamblea de fábrica .Desde estas bases combatió decididamente la cultura política –la política cultural- del PCI, heredera de la “Resistenza”

Adquiere por lo tanto,  una particular resonancia la interpelación de Revelli, que evidencia, además, su honestidad intelectual

            Si salimos de esta que se avecina, -si salimos, que no es improbable, pero está por verse y lucharse-, nosotros, las gentes de la izquierda, habremos de hacer todo lo posible para que jamás la izquierda vuelva a abandonar la defensa del humanismo, esto es, de la única tradición válida, de los principios morales universales, culturales, de los que es originaria, y como vemos, del único arrimo de salvación.

Jacobinismo Gramsci

Jacobinismo
Giuseppe Prestipino


Em vários contextos dos escritos gramscianos, “jacobino” é sinônimo de político sectário e elitista em sentido negativo. Mas, nos Cadernos, existe também, de fato, um “resgate” do jacobinismo, na medida em que tende, embora autoritariamente, a uma ampla mobilização nacional e popular.
Para entender este “jacobinismo”, devemos nos referir ao conceito de “hegemonia”, que, por sua vez, não pode ser compreendido se for restringido ao seu significado político (deixando de lado o “filosófico”) e, sobretudo, se lhe for atribuído um significado político uniforme em toda a reflexão de Gramsci. Nas notas sobre a Questão meridional, a hegemonia era, essencialmente, uma tarefa político-estratégica do proletariado em luta pelo poder e interessado em se apoiar na aliança com as camadas camponesas. Nos primeiros cadernos do cárcere, a hegemonia política e cultural é tarefa histórica das classes dirigentes ou potencialmente dirigentes, em geral. Por fim, nos cadernos 8 e 9, ela se enquadra em “toda uma concepção específica das superestruturas” e comporta “uma ampliação do conceito de Estado” (Buci-Glucksmann), da qual se torna uma função típica. A hegemonia de uma classe ou de um grupo social, como função dirigente sustentada pelo consenso, que ao mesmo tempo integra e elimina a simples função de domínio, é substituída gradualmente pela hegemonia como dominação da forma superestrutural superior, “ético-política”, sobre a “econômico-corporativa”.
Assim, o jacobinismo próprio da concepção e da ação leninianas, que atribuíam uma função-guia aos revolucionários de vanguarda, é reinterpretado e deslocado por Gramsci para um outro lugar, ou seja, para o âmbito mais geral e impessoal das formas ou das categorias analíticas da práxis histórica: para o âmbito no qual se instauram as tarefas hegemônicas da nova filosofia, ao mudar o senso comum (reforma intelectual), e, mais ainda, do novo Estado, ao renovar a sociedade civil (reforma moral).
Por causa do caráter “sistemático” que ele entrevê no nível estatal, em comparação com os impulsos particularistas dos interesses econômico-corporativos, Gramsci atribui um significado positivo até ao termo “totalitário”, considerando-o sinônimo de “autônomo” e “coerente”. Mas, a seu juízo, o Estado “totalitário” deve ser capaz de envolver as massas populares num amplo esforço reformador. Por isso, o uso gramsciano daquele termo se distancia nitidamente do uso atualista-gentiliano ou ativista-reacionário e, em vez disso, liga-se aos valores progressistas da tradição democrático-jacobina.
Para concluir: na versão integrada, pós-leniniana, do “jacobinismo” proposta por Gramsci, é cada vez menos relevante indicar o sujeito social (a classe ou o partido) que exerce a hegemonia ou a coerção, bem como aquele que sofre uma ou outra, e é cada vez mais significativo localizar o lugar histórico-categorial em que elas são exercidas ou sofridas. Quando Estado e sociedade civil, que são precisamente os lugares da hegemonia e/ou da coerção, se diferenciam e ao mesmo tempo se encadeiam mutuamente, tal como acontece no Ocidente europeu mais evoluído, intervém uma visível troca de papéis: a sociedade civil, de arena dos interesses econômico-corporativos e, portanto, das relações de força entre as classes, se transforma em terreno no qual a disputa da hegemonia é travada pelo Estado. O Estado, por sua vez, precisamente porque promotor e fiador da função de hegemonia, chama para si (subtraindo-o à esfera conflituosa, econômico-corporativa, das partes contrapostas na sociedade civil) o “monopólio” da força, que por isso se torna, afirmava Weber, “força legítima”.
Em termos gramscianos, diremos: “o jacobinismo (no significado integral que esta noção teve historicamente e deve ter conceitualmente)” contribui para definir “a vontade coletiva e a vontade política em geral, no sentido moderno” (QC, p. 1.559).

dimarts, 26 de maig de 2009

NO AL PARO, NO A LOS DESAHUCIOS DE PISOS, POR EL EMPLEO, LA TRANSPARENCIA Y LA PARTICIPACIÓN




Más de 10 años después de la última, Badia verá mañana una manifestación transcurrir por sus calles. La asamblea de parados de Badia del Vallès ha llamado a los ciudadanos a manifestarse mañana miércoles. De hecho, piden a los vecinos/as de Badía que les den su apoyo asistiendo a la MANIFESTACIÓN DEL DÍA 27 DE MAYO A LAS 17H EN LA PLAZA DE LA SARDANA, así como participando de las concentraciones "los jueves al sol" todos los jueves a las 10h en la puerta del ayuntamiento. También aprovechan la convocatoria para animar a la gente a sumarse a las Asambleas de Parados que celebran los miércoles a las 18.30 en el Casal de l´Esquerra de Badia(C/Burgos Nº18).

Los lemas de la manifestación son NO AL PARO, NO A LOS DESAHUCIOS DE PISOS, POR EL EMPLEO, LA TRANSPARENCIA Y LA PARTICIPACIÓN y la convocan quejándose de la actuación del gobierno municipal del PSC respecto de la partida de 410.000.000 millones de pesetas del plan E para Badía que según ellos "se va a manos de subcontratas en 4 proyectos de dudosa necesidad". Así, manifiestan su desacuerdo con las formas y maneras de obrar de la alcaldía en cuanto al plan que comportan que no cree empleo local al 100%, cuando era el fin de esa partida de dinero, que no tenga en cuenta a las mujeres ni la realidad específica de Badía con la tasa de desempleo más alta de toda Catalunya.
Desde su constitución como asamblea, han mantenido reuniones con la alcaldesa y otros representantes del gobierno municipal, han ido al pleno, han recogido firmas, han hecho concentraciones y han promovido otro tipo de acciones específica respecto a la problemática de las hipotecas imposibles de pagar. Iniciaron su lucha con la aprobación del siguiente manifiesto:

Manifiesto Asamblea de Parados

Somos más de 2000 los trabajadores y trabajadores que nos encontramos en paro en Badía del Vallés, despedidos en alguno de los numerosos expedientes de regulación de empleo, tras el cierre de empresas y talleres, paralizaciones de obra o a los que no se ha renovado el contrato precario. Mientras los banqueros a través de nuestras hipotecas y los empresarios de la construcción e inmobiliarias con la especulación de la vivienda, disfrutan del botín de nuestra explotación, del robo y la estafa masiva de estos últimos años de bonanza económica. La respuesta del Gobierno al drama social del paro consiste en llenar los bolsillos de los causantes de la crisis: banqueros, los especuladores y de las multinacionales que deslocalizan fábricas. Sin olvidar la complicidad de los sindicatos mayoritarios (UGT y CCOO) con años reformas laborales y convenios de empresa precarios y la no convocatoria de una HUELGA GENERAL ante la situación actual de la clase trabajadora. Ante esta situación dramática, un colectivo de parados/as de Badía del Vallès, entendemos que no podemos perder el tiempo esperando pasivamente que el Gobierno o el Ayuntamiento tomen medidas efectivas contra el paro. La experiencia de las crisis anteriores nos ha enseñado que sólo nosotros, parados y paradas, mediante nuestra autoorganización en asambleas y la movilización, podremos conseguir nuestras reivindicaciones:

1.-Reducción de la jornada laboral a 35 horas sin disminución de salario y la eliminación total de las horas extras en las obras realizadas en Badía del Vallés

2.-Paro indefinido hasta la recolocación efectiva mientras dure la crisis.

3.-Impedir los desahucios de las familias hipotecadas si se encuentra en paro alguno de sus miembros.

4.-Generar empleo público real, no subcontratado a través de empresas privadas que se quedarán con una parte del dinero destinado a los ayuntamientos.

5.-Exigir al Ayuntamiento de Badía del Vallés transparencia en la contratación de parados en las obras de Badía y dar prioridad a los parados de la localidad en un 100%

dilluns, 25 de maig de 2009

L’esquerra a debat. Democràcia i territori



Un dels problemes que ha de superar l’esquerra és la dispersió i la manca de comunicació entre els diferents grups organitzats, per petits que siguin. En els darrers anys s’han anat conformant una sèrie de petites iniciatives molt interessants, la major part de caràcter local, molt arrelades al territori i amb connexions incipients entre elles.
Les seves activitats van més enllà del mer contingut politicista i pretenen articular xarxes culturals i vivencials alternatives a l’hegemonia que imposa el mercat.
L’objectiu d’aquestes jornades és conèixer algunes d’aquestes experiències, contribuir al coneixement mutu entre elles i que intercanviïn informació i debatin sobre els seus problemes.
Es tracta d’assemblees d’esquerres que es caracteritzen per tenir una concepció i una metodologia democràtica, on la participació de totes i tots és l’element característic. 
Després d’experiències polítiques en les quals les decisions eren preses per uns pocs, en nom d’una pretesa eficàcia, el resultat de la qual ha estat una acumulació de derrotes, es fa evident que les formes, el com es fa, és tan o més important que el què es fa. 

Presentació: 
Joan Tafalla (espai Marx)
Ponents:
Alternativa d’Esquerres per Badia (AEB)
CUP de Barcelona
Trobada Alternativa de Nou Barris
Entesa de Sabadell

dissabte, 23 de maig de 2009

DUES CONFERÈNCIES PER TANCAR EL CURS DE REPUBLICANISME



Dimarts 26 de maig: LA CRISI DEL FRANQUISME: CONTINUÏTAT I RUPTURES, a càrrec de Ferran GALLEGO

Dijous 28 de maig: ELS CONTRABANDISTES DE LA LLIBERTAT: ELS PASSADORS DELS PIRINEUS, a càrrec d'Assumpta MONTELLÀ

Estimats amics, estimades amigues: els propers DIMARTS 26 i DIJOUS 28 de MAIG de 2009, a les 19 hores, al Casal Pere Quart de Sabadell, es desenvoluparan la CATORZENA i la QUINZENA CONFERÈNCIES del cicle “Els orígens del futur. Elements de republicanisme”, organitzat per l'Associació Sabadell per la República i l'Aliança Francesa, amb la col·laboració del Departament d'Història Moderna i Contemporània de la UAB.

La conferència de Ferran GALLEGO analitza la crisi del règim franquista i l’estratègia de progressives adaptacions dels representants polítics del bloc social que va donar suport al règim. Les trajectòries de l’aperturisme en vida de Franco i del reformisme amb l’ascens de la monarquia mostren el mite d’un impuls autònom donat cap a la democràcia des del règim. Però, a més, mostren la profunda continuïtat dels espais de poder social i la neutralització a llarg termini de l’esquerra. Uns fets que es van produir per la captació de la iniciativa política pel reformisme de Suàrez i l’acceptació d’aquest marc, en diferents nivells, per les forces que van considerar més rendible la negociació en el marc ofert pel règim que l’articulació permanent entre mobilització, negociació i modificació possible de la correlació de forces existents a la mort del dictador.

Ferran GALLEGO és professor del Departament d'Història Moderna i Contemporània de la UAB. La seva línia de recerca fonamental s’ha orientat a l’estudi del populisme nacionalista a Amèrica Llatina i, des de meitat dels anys 1990, al feixisme espanyol i europeu, així com a la nova extrema dreta posterior a 1945. Entre els seus llibres més coneguts estan De Munich a Auschwitz. Una historia del nazismo (2001), Por qué Le Pen (2002), Una patria imaginaria. La extrema derecha española, 1973-2005 (2006),Barcelona, mayo de 1937. La crisis del antifascismo en Cataluña (2007) iEl mito de la transición. La crisis del franquismo y los orígenes de la democracia, 1973-1977 (2008). Ha publicat nombrosos articles en les revistes Historia Social, Afers, Ayer, Boletín Americanista, Anuario de Estudios Americanos, Iberoamerikanisches Archiv, Archipiélago, Anthropos, Revista de Occidente  i El Viejo Topo.

La conferència d'Assumpta MONTELLÀ tracta sobre l'actuació dels “passadors dels Pirineus”, persones que durant els primers anys del franquisme, en plena guerra mundial, van servir de guies a les persones que travessaven clandestinament la frontera (especialment jueus i pilots aliats que fugien de la Gestapo). El resultat de les seves investigacions és sobretot el fruit de les moltes hores de converses que l'autora va mantenir amb alguns dels supervivents d'aquell esforçat grup de persones.

Assumpta MONTELLÀ, escriptora que s'auto-defineix com a historiadora poc convencional [“per devoció, per vocació, amb passió, amb vehemència, amb intensitat”], s'ha dedicat especialment a les històries de les persones anònimes, històries menudes, d'herois que no surten en els manuals d'Història. Els seus llibres més coneguts són La maternitat d'Elna (2005) –que ha estat portat al teatre--, El Setè Camió. El tresor perdut de la República (2007) i ara està a punt de publicar Els contrabandistes de la llibertat: els passadors dels Pirineus, que és precisament l'objecte de la present conferència.

L'Associació Sabadell per la República us agraeïx l'atenció que al llarg de les últimes quinze setmanes heu prestat al nostre cicle de conferències, així com el ressò que heu donat a aquests esdeveniments en els vostres respectius mitjans de comunicació.

Salutacions cordials de Guillermo Lusa.

L'esquerra a debat. Democràcia i territori

dijous, 21 de maig de 2009

O laboratorio Gramsci

“O laboratório de Gramsci” em discussão
Sofia Moutinho - Agência UFRJ de Notícias – Praia Vermelhaagn2pv@reitoria.ufrj.br
Nessa terça-feira, dia 5 de maio, a Escola de Serviço Social (ESS) da UFRJ recebeu Alvaro Bianchi, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para a divulgação de seu livro O laboratório de Gramsci – Filosofia, História e Política, seguida de um debate sobre o tema com os professores Carlos Nelson Coutinho, da ESS, e Virgínia Fontes, da Universidade Federal Fluminense (UFF). No livro, Álvaro procura através de um trabalho de filologia da obra Cadernos do Cárcere, escrita por Gramsci na prisão, rever alguns conceitos do pensador italiano para estabelecer uma reflexão sobre filosofia, política e história no pensamento gramsciano.
A partir de um estudo minucioso dos cadernos e notas de Gramsci, Alvaro procura debater conceitos já muito difundidos que, segundo ele, fazem parte do vocabulário intelectual do Brasil, como, por exemplo, “hegemonia”, “bloco histórico”, “intelectual orgânico” e “sociedade civil”. O autor acredita que algumas dessas ideias ainda não são bem compreendidas e por isso partiu para uma escavação de conceitos nos Cadernos do Cárcere a partir do estudo das obras que o influenciaram. “É necessário rever esses autores, ver a maneira como Gramsci os compreende. Essa é uma exigência metodológica e um grande desafio, pois nós da América Latina não temos familiaridade alguma com diversos autores que são matéria-prima de Gramsci em seu laboratório”, conta Alvaro.
O autor se mostra insatisfeito com a apropriação do pensamento de Gramsci dominante no Brasil e acredita que aqui o pensador é lido como um caminho para sair do marxismo e chegar ao pensamento liberal de autores como Habermas. “Hoje Gramsci é tido como um precursor de Habermas, e eu acho muito estranho que a ideia gramsciana de sociedade civil seja aproximada da ideia habermasiana de sociedade civil”, exemplifica Alvaro.
Como exemplo de má interpretação de Gramsci, Alvaro cita os conceitos de sociedade civil e sociedade política. Segundo ele, pode haver dificuldade de compreensão desses conceitos devido à complexidade de significados no que Gramsci denomina Estado. Para o autor é grosseiro atribuir a Gramsci a interpretação habermasiana de que sociedade civil e sociedade política são antagônicas. Para ilustrar essa ideia ele cita a metáfora do centauro em que não é possível separar a metade homem da metade animal sem que o centauro deixe de existir. “Elas coexistem, onde há sociedade civil há sociedade política”, diz o autor.
Alvaro vai contra a corrente que defende que a coerção só existiria na sociedade política, em situações como a ditadura, e defende que na sociedade civil ela também existe. “No âmbito da sociedade civil podemos encontrar associações privadas que estão claramente associadas a impulsos totalitários. Sobre essa violência temos como exemplo as seitas criacionistas nos EUA, a falta de liberdade política devido à pressão econômica e o impulso político que concretizou o governo Bush.”
No entanto, o professor Carlos Coutinho discorda da posição de Alvaro e defende que a sociedade civil não é tão próxima da política quanto o autor faz parecer que seja, pois na civil há a possibilidade de não-adesão à hegemonia. “Em uma sociedade liberal democrática há a voluntariedade, o indivíduo pode ou não aderir aos aparelhos privados de hegemonia, o que não acontece no estado. Não se pode deixar de pagar o imposto de renda, por exemplo, porque não se consente.”
Já Virgínia Fontes possui uma posição intermediária e argumenta que o que vem acontecendo é uma união da sociedade política com a civil para a coerção: “A tendência é o crescimento simultâneo das forças de coerção e violência estatais e privadas com o apoio do Estado.” A estudiosa acredita que esse movimento acontece em meio à aparente democracia eleitoral movida a consenso que impera atualmente.
— A revolução tem que ser feita com cabeça, tripa e coração. Não pode se esgotar em um horizonte intelectual ou em uma mirada afetiva — diz Virgínia, que propõe a análise sobre o momento atual, além da leitura de Gramsci.
Em resposta, Alvaro insiste na importância da compreensão dos conceitos gramscianos e conclui: “Creio que é possível mais um retorno a Gramsci e que para tal nós precisamos aperfeiçoar nossos métodos. Um cuidado com a construção dos conceitos pode trazer nova luz que ainda não foi dada. Uma luz que, a meu ver, é a luz dos próprios cadernos de Gramsci.”

O laboratorio Gramsci

dijous, 14 de maig de 2009

MANUEL AZAÑA: PENSAMENT POLÍTIC I OBRA DE GOVERN


Estimats amics, estimades amigues: el proper DIMARTS 19 de MAIG de 2009, a les 19 hores, al Casal Pere Quart de Sabadell, es desenvoluparà la TRETZENA CONFERÈNCIA del cicle “Els orígens del futur. Elements de republicanisme”, organitzat per l'Associació Sabadell per la República i l'Aliança Francesa, amb la col·laboració del Departament d'Història Moderna i Contemporània de la UAB.

Aquesta conferència serà pronunciada per JOSÉ MIGUEL SEBASTIÁN CARRERO, i es titula MANUEL AZAÑA: PENSAMENT POLÍTIC I OBRA DE GOVERN. S'analitzarà el pensament polític de Manuel Azaña i la seva projecció en l'obra legislativa i de govern del primer bienni de la Segona República (bienni azañista o republicà-socialista). S'examinarà també la vigència del republicanisme en l'actualitat, i es reflexionarà sobre la necessària recuperació dels valors republicans per part de l'esquerra.

JOSÉ MIGUEL SEBASTIÁN CARRERO és advocat, membre de l'Associació Manuel Azaña, coordinador de l'Observatori de Renda Bàsica de ATTAC-Madrid i vocal de la Junta Directiva d'Europa Laica. Des del seu despatx d'advocat ha portat diverses causes relacionades amb la reclamació de béns confiscats pel franquisme a entitats i personalitats republicanes, com ara Ángel Ossorio i Gallardo [ministre, governador de Barcelona, ambaixador de la República, mort en l'exili] i Izquierda Republicana.

Us recordem que l'Exposició “MANUEL AZAÑA I LA SEGONA REPÚBLICA” continua oberta en el mateix Casal Pere Quart fins el 21 de maig 2009

En nom del secretariat de Sabadell per la República us saluda cordialment Guillermo Lusa.

dilluns, 11 de maig de 2009

Patricios y plebeyos

Queridos amigos: 

os recuerdo que el miércoles, a las 7 de la tarde como siempre, tenemos acordada reunión de “seminario – Thompson”, páginas de la 28 a la 57 de Costumbres en Común. 

Cena: garbanzos con espinacas y butifarra negra a la salud de los rabassaires. 

Como veis el capítulo presente, sobre patricios y plebeyos es de máximo interés. Resumo un poco todo el mismo. Es muy importante para explicar por ejemplo cómo surge la lucha de clases a partir de culturas y valores vividos, y de la experiencia individual que estos generan-, para estudiar el concepto Gramsciano de hegemonía -y a otro nivel, para estudiar la influencia - fortísima- de Gramsci en Thomposon, no la de Polanyi-; para ver cómo Th ajusta cuentas con un debate marxista -desde el marxismo- : con el debate con las escuelas que afirman la enajenación generada por el capitalismo hasta el  grado de negar la capacidad de percibirse como explotados y de tener autonomía propia, por parte de los subalternos.

En este sentido, Th también es buen lector de Marx; sus manuscritos del 44 no dan eso y su concepto de fetichismo de la mercancía, de El Capital, no da para eso; ni, creo, hubiese sido posible, desde su hegelianismo, llegar a eso: Hegel -Gramci- con toda su metralla, a pesar  de todo su “espesor chocolate a la española” defiende el a priori antropológico de la "experiencia" del sujeto inherente al vivir, y esta es  la misma irreductibilidad que ponen Gramsci y Thompson. Giulia Adinolfi, en tiempos, me aconsejaba zamparme el capítulo V de la Fenomenologia. 

Hegemonía es cerco mutuo, admisión de las reivindicaciones de los subalternos, reciprocidades y sometimiento a cambio de que se integren las exigencias propias, no eliminación de la autonomía cultural y experiencial. 

Y por último, y estelar entre los estelares, cómo se construyó la clase burguesa a fines del XVlll, la cual, o mejor dicho, cuyos trozos que luego darían una clase se habían estado enfrentando en guerra social implacable durante la primera mitad del XVlll, e integrándose en las dos polaridades hegemónicas y contra hegemónicas existentes,  tal como explican los trozos de texto que envié. Incluso la burguesía terrateniente –gentry- no solo llega a abrigar y apoyar las movilizaciones plebeyas en contra de decisiones de la corte y de luchas contra comerciantes mediadores de granos y lanas etc, sino que, según Thompson, se llega a integrar en el bloque plebeyo – integrar, ahí queda eso: ¡hegemonía!- en determinados momentos. 

Fracciones en guerra: la corte patricia y los capitalistas corruptos – barones ladrones, b robbers-, gentry wihg, que consiguen contratos así, la compañía de Indias, el tráfico ultramarino, el ejército y la escuadra, la ampliación de sus propiedades agrarias a costa de la otra gentry, -tory- y odiados por esa gentry –la “Vieja Corrupción-. 

Son formas de enriquecimiento mucho más azarosas que la tierra, pero mucho, mucho más rentables. Los “clases medias urbanas” que sirven el lujo de la corte: carruajes, ropas, joyas, muebles, alimentos friandisses, etc  –por cierto que en Francia habían llegado a ser noblesse de robe, algunos: tapiceros ennoblecidos -¿el padre de Moliére?-; clientes lameculos del patriciado, sin autonomía. . Los intermediarios  de los productos agrarios que exportan: odiados por la gentry tory, que se siente esquilmada por ellos, y los grandes arrendatarios que toman en alquiler “tierras gentry” y las explotan, también odiados por la gentry tory “paternalista”

O sea desde 1688 la propiedad de la tierra es totalmente alodial, y la propiedad en general, -relaciones sociales de producción capitalistas- pero la burguesía no existe.

…Un abrazo jacobino y comunista, de este vuestro gramsciano en Marx, amén


Joaquín

Hablemos de economía

SUSANA NAROTZKY

Crisis financiera, recesión económica, aumento del desempleo, activos tóxicos, burbuja inmobiliaria, ayudas públicas para reactivar la economía, etc. Parece que la solución es encontrar un nuevo modelo de crecimiento (centrado en la innovación, energías alternativas, etc.) y poner buenos gestores al frente de los ministerios (Elena Salgado y José Blanco se definen como buenos gestores, y eso parece suficiente para argumentar su solvencia en sus cargos). Pero ¿qué es un buen gestor? Es difícil de adivinar cuando tan pocos malos gestores de las empresas financieras en quiebra real o virtual han quedado apartados de sus puestos y, en general, del mercado de trabajo.

También sorprende ver cómo las soluciones y las metodologías empleadas para encarar esta nueva crisis son las mismas de siempre: flexibilización del mercado de trabajo (mayor facilidad de despido, concesiones salariales por parte de los trabajadores), desregulación laboral y medio ambiental (qué es, si no, la reducción de los plazos de declaración de impacto ambiental para acelerar la licitación de obra pública), participación de la financiación privada para la construcción (y gestión) de infraestructuras públicas (al tiempo que se inyecta dinero público para salvar a la empresa privada), etc.

Viejos métodos que llevan probando su ineficacia para resolver los problemas de un sistema económico que no beneficia a la mayoría. Se dice que la recesión en España será peor que en otros países de Europa y se culpa de ello a la poca productividad. Sin embargo, una mejor productividad no parece haber salvado de una crisis profundísima a esos otros países modelo, por tanto, un cambio en ese sentido tampoco evitará futuras crisis.

Sin embargo, el problema es enteramente otro. Lo que cuestiono aquí, lo que cuestionan cada vez más personas, expertos (en la

OCDE, la OIT, la UNESCO) y gente corriente en distintos países del mundo, incluido el nuestro, es lo que aquellos que detentan el poder entienden por economía. Ese modelo neoclásico imperante que ha variado relativamente poco en sus objetivos y parámetros principales en los últimos cien años. Es la economía del crecimiento económico (PIB), crecimiento medido por una serie de indicadores que poco tienen que ver con el aumento del bienestar de la mayoría de las personas y bastante con el aumento de su malestar globalizado. Es cierto que los estados intentan pensar formas de incluir aspectos productivos, creadores de riqueza como el trabajo doméstico o la economía ilegal que hasta el momento no se han tenido en cuenta. Estos últimos intentos apuntan al reconocimiento de que todo esto forma parte de la economía de algún modo. Sin embargo, nada parece alterar la fe ciega en el modelo que articula el aumento de la productividad, crecimiento económico (PIB) y aumento del bienestar de la mayoría (evaluado en términos de consumo de mercancías).

Para salir de la presente estructura de crisis recurrentes, se habla de innovación y se piensa tecnológica? Como siempre, este pertinaz fetichismo que nos hace creer que las cosas nos salvarán de las personas. Pero no hay innovación posible desde un modelo económico decimonónico como es el nuestro. Cualquier innovación tecnológica es fagocitada por los viejos objetivos y acaba produciendo los mismos efectos tarde o temprano. La única innovación real tiene que ser una innovación social, que parta de otra manera de entender la economía. La pregunta correcta es: ¿cómo organizar la sociedad para proveer a toda la gente corriente de bienestar material y cultural y permitirles hacer proyectos de futuro? Para ello, lo primero que deberíamos hacer es estudiar la economía real: ¿qué hace la gente para ganarse la vida? ¿Cómo sobreviven cuando están sin empleo?

Acuden a las redes familiares, emigran o retornan, rebuscan alimentos en las basuras, trabajan en la economía informal, ocupan casas deshabitadas, protestan colectiva o individualmente, etc. Según informes recientes de la OIT y de la OCDE, más de la mitad de la población del planeta (incluyendo países desarrollados) sobrevive en los márgenes de la economía formal, de la economía del PIB; la mayor parte malvive, pero se las apaña entre picaresca y solidaridad. Evidentemente, esta división entre formalidad e informalidad no es del todo real, puesto que las personas, las unidades productivas, las instituciones, habitan y articulan estos ámbitos que la contabilidad del estado distingue.

Pero lo que me parece más interesante observar y subrayar es que en esas formas de picaresca y solidaridad hay un saber al que deberíamos atender, porque es, mal que nos pese, lo que constituye gran parte de la economía real para la mayoría de personas del mundo. La innovación social se encuentra agazapada en ese saber organizarse que emerge de la inteligencia de la necesidad y no está cegado por modelos rígidos y obsoletos.

Necesitamos saber observar, saber escuchar y saber apoyar las iniciativas humildes que ya está desarrollando la gente, individual o colectivamente, sin ahogarlas con nuestra obsoleta mentalidad de mercado” (Karl Polanyi) o con normativas represivas (Ordenanzas Municipales, Ley de Extranjería). Necesitamos un nuevo modelo de economía. Y sí, hoy más que nunca, necesitamos un pensamiento radical y crítico, antisistema, que abra nuevos espacios y permita realizar los cambios que todos necesitamos.

Susana Narotzky es Catedrática de Antropología Social de la Universidad de Barcelona.http://www.moviments.net/espaimarx/index.php?lang=cat&query=89ae0fe22c47d374bc9350ef99e01685&view=section

Destruir vaciando: gentes y economía.


Una carta de Joaquín Miras

 

Queridos amigos:

¿Podemos [Espai Marx] conseguir más artículos como aquel de la antropóloga Susana Narotsky, sobre economía, que hablaba de partir de la realidad económica, esto es, de ver  qué hace la gente -la gente, no las grandes corporaciones capitalistas- para ganarse la vida y aceptar, proteger  e impulsar políticamente esos actos, luchar por la libertad de poder autoorganizar el cómo ganarse la vida?

Evidentemente la falacia económica de la economía académica a eso le llama "economía informal", porque no sabe qué hacer ante ese fenómeno que no tiene cabida ni en su modelo falso, ni en un mundo de relaciones capitalistas oligopólicas -como no lo tienen los campesinos, etc-, porque choca con los intereses del capital al "desregular la economía capitalista" y  "re regular" la producción en otra dirección; y porque podría ser una revolución real, de esas que carcomen /vacían un mundo desde dentro: ¿qué sería de esta Europa Unida Liberal gran capitalista, antidemocrática, si los subalternos, los productores libres directos, impusiesen la libertad de hacer y vender, y utilizasen los derechos civiles para autogenerar su propia actividad, individual o en cooperación?. La defensa de la libertad de hacer de esas gentes, destruiría vaciando un orden oligopólico. Odiamos, lo odiamos, ese proyecto gran capitalista liberal, burocrático europeo, con sus transnacionales y su “Nomenclatura” política.¡Cómo se parece, cada vez más, al “ordo soviético”!: incluso en el despilfarro de miles y miles de millones de dinero contante y sonante, salidos de nuestros bolsillos, arrojados a las fauces de empresas arruinadas, “ineficientes”. Todos estuvimos en la lucha anti mercado común, pero entonces no había alternativa dibujable; por eso perdimos. La gente necesitaba ver garantizado su futuro como trabajadores, aunque fuese de trabajadores reventados. Pero si se llega a cernir un nuevo orden en el seno del viejo orden... lo que se diluirá será lo otro (dicho a la brava y con franqueza). Por supuesto, ellos también lo saben: las normativas  de control sobre la reproducción de material visual, la política de patentes, el aumento exorbitado y brusco de la punición legal, análogo al que se producía en el siglo XVlll, cuando tantas actividades tradicionalmente lícitas pasaron a ser consideradas delictivas –y , entonces, además, condenadas con la pena de muerte: centenares de nuevos delitos y penados con la muerte-. La analogía no es anecdótica, porque nos habla de una libertad práctica real, de un real poder de actuar, utilizando el saber tecnológico entonces existente, al alcance de todos en aquella época, en el mundo de la economía moral y de la costumbre del siglo XVlll, que sólo podía ser detenido mediante la represión y la aceptación /contención… y nos habla, en la actualidad, de la aparición de gentes que pueden ser autónomos en sus actividades, de que se ha abierto paso un saber técnico, intelectual, cultural, que puede ser puesto en obra por individuos y colectivos…

 Microcréditos y Renta Básica serían dos piezas importantes en esa ordenación e impulso nuevos de la actividad. Ciertamente el prejuicio es, de un lado el "tercer mundismo”: “Mira, los microcréditos, como para las abnegadas mujeres madres de familia monoparental africanas. Renta básica (ayer en la TV un muchacho en paro decía que si tuviera RB se atrevería a montar su "empresa") "pequeño burguesía". ¿Son las grandes SS AA multinacionales, pues, la antesala del socialismo? ¿Eso es lo que hemos visto? ¿O son macropoderes difícilmente controlables? ¿Nació el comunismo como proyecto del mundo del Acero y el Carbón? ¿O de los artesanos libres parisinos, jacobinos, de la década 1840 –el res publicano “omnia sunt communia”-?. Los comunistas debemos ver por dónde van las cosas –“el sentido del movimiento”, como reza el apartado "Proletarios y comunistas", de el Manifiesto Comunista-, y empujarlo, saber darle sentido al autoexplicar al movimiento lo que él está haciendo y creando, hacerle ver a la sombra de dos mil años “la luz que surge de sus actos”; no  tratar de "Imperar y decidir según nuestro arbitrio", por dónde ha de ir el mundo -eso es para el manicomio-. Puede que me equivoque en la apreciación, y que lo que creo que es un mar vastísimo  que está ante nuestras narices y que nos resulta invisible por falta de gafas adecuadas, sea una fata morgana, pero, nosotros, los comunistas, tenemos que ver y hablar de esto. No creo que a algunos de los que reciben este mensaje, metidos en la construcción de cooperativas de trabajo, con todas las dificultades con las que se topan, les pareciera mal que se forzara a que el estado las protegiera y ayudara a refinaciarse tal como lo hace con bancos y coches...Por eso, vuelvo al principio ¿textos con rigor al respecto?.

Gracias por la paciencia que tenéis conmigo, y un abrazo fuerte a todos

Joaquín Miras

diumenge, 10 de maig de 2009

LA MEMÒRIA REPUBLICANA I LA TRANSICIÓ conferencia a càrrec de XAVIER DOMÈNEC


Estimats amics, estimades amigues: el proper DIMARTS 12 de MAIG, a les 19 hores, al Casal Pere Quart de Sabadell, es desenvoluparà la DOTZENA CONFERÈNCIA del cicle “Els orígens del futur. Elements de republicanisme”, organitzat per l'AssociacióSabadell per la República i l'Aliança Francesa, amb la col·laboració del Departament d'Història Moderna i Contemporània de la UAB.

Aquesta conferència serà pronunciada per XAVIER DOMÈNEC, i es titula LA MEMÒRIA REPUBLICANA I LA TRANSICIÓ. Usualment s'ha significat que la transició política a la democràcia fou possible gràcies a l'oblit de l'herència republicana per part de noves generacions d'espanyols que havien crescut a partir del rebuig a un passat que es negaven a repetir. Tanmateix la memòria republicana estigué present tant en alguns dels signes d'identitat que mogueren a les lluites per la llibertat, com en les accions de les elits franquistes. En aquesta sessió intentarem reflexionar sobre aquesta presència, llurs conseqüències en el procés de canvi polític i com aquest determinà la mateixa possibilitat del manteniment d'aquesta memòria en el nostre present.

XAVIER DOMÈNEC, professor del Departament d'Història Moderna i Contemporània de la UAB, és especialista en l'estudi dels moviments socials durant el franquisme i la transició. Els seus llibres més coneguts són Quan el carrer va deixar de ser seu: moviment obrer, societat civil i canvi polític, Sabadell (1966-1976), Quan plovien bombes: els bombardeigs de la ciutat de Barcelona durant la guerra civilLa memòria democràtica 1939-1976 iClase obrera, antifranquismo y cambio político. També és autor de nombrosos artícles i capítols de llibre, com ara “Sabadell dels anys setanta: de la submissió aparent a l'esclat antisistema”, “Desarrollismo y clase obrera: la otra cara del milagro español”, “Catalanisme i antifranquisme”, etc.

En nom del secretariat de Sabadell per la República us saluda cordialment Guillermo Lusa.

dimarts, 5 de maig de 2009

Augusto Boal

3 DE MAIO DE 2009 -
A última entrevista de Augusto Boal, o ativista teatral
A morte de Augusto Boal virou notícia de destaque neste final de semana. Curiosamente, porém, o dramaturgo e diretor tinha sumido da imprensa brasileira nos últimos anos, como se nada andasse fazendo. Não foi sem algum susto que li a notícia de sua morte. Conversei com Boal há cerca de um mês, dias antes de sua partida para Paris, onde recebeu uma homenagem na Unesco. A despeito da doença, ele soava, ao telefone, cheio de vitalidade e planos. Reproduzo, a seguir, a reportagem que foi publicada na revista CartaCapital. Ao que me consta, foi a última longa entrevista concedida por ele.

por Ana Paula Sousapara o Terra Magazine
ATIVISTA TEATRAL

Foi no Thèatre de Ville, em Paris, que Augusto Boal celebrou, na sexta-feira 27 de março, o Dia Mundial do Teatro. Homenageado pela Unesco, o diretor, dramaturgo e ensaísta brasileiro via o trabalho que realiza desde os anos 1960 ser mundialmente aplaudido.

O Teatro do Oprimido, o método que Boal desenvolve desde os anos 1960, é tão conhecido quanto impalpável. Muita gente já ouviu falar dele. Mas o que é, de fato, esse teatro que se propõe a ser, a um só tempo, arte, ação social e movimento político?

Boal, ex-integrante do Teatro de Arena e escritor incansável, diz, na entrevista a seguir, que se trata de uma ação capaz de transformar a sociedade e de fazer à estética dominante.

Em poucas palavras, como o senhor definiria o Teatro do Oprimido?

Boal: Defendemos que todos nós podemos fazer teatro, que todos podemos ser personagens, de fato, de nossas próprias vidas.

Por que temos de seguir a estética determinada pela classe dominante? O Teatro do Oprimido traz consigo a estética do oprimido. Ou seja, queremos que as pessoas retomem suas próprias palavras, imagens e sons.

Na prática, isso significa o que?

Boal: Significa compreender que, hoje, todas as formas de expressão e comunicação estão nas mãos dos opressores.

O que a televisão oferece é um crime estético. E ainda acham estranho que alguém saia matando 15 pessoas de uma só vez. O cérebro das pessoas está impregnado dessas imagens.

As rádios também repetem o mesmo som o tempo todo. Sem falar no tecno, que desregula até marca-passo, e é pior que ouvir gente quebrando tijolo em construção.

O que a gente quer, no Teatro do Oprimido, é lutar nesses três campos : palavra, imagem e som.

Nos dê um exemplo desse trabalho. Como ele é feito, que resultados proporciona?

Boal: O Teatro do Oprimido é seguido, por exemplo, pelo MST. Há uns 10 anos, eles fundaram um grupo e quase 30 camponeses vieram conhecer o nosso trabalho. Passamos pra eles tudo que podíamos.

Eles não vieram para consumir uma técnica, mas para receber instrumentos que pudessem usar em suas terras. Essa é também a ideia do Teatro do Oprimido ponto-a-ponto, que difunde o trabalho pelo Brasil. Temos multiplicadores do que fazemos aqui no Rio de Janeiro. Estamos em 16 Estados.

O que significa, para uma organização como o MST, ter grupos de teatro?

Boal: Significa ter o direito de tratar de certos assuntos a partir da visão deles, expor uma visão dos acontecimentos que não é aquela dos jornais, que coloca o MST como um bando de brutamontes.

O teatro permite que o pensamento que está por trás do movimento seja exposto, retrabalhado.

Em linhas gerais, qual a sua avaliação do teatro brasileiro hoje?

Boal: Existe um mundo de teatros no Brasil. Nunca vi um espetáculo no Amazonas ou no Pará, então não posso avaliar.

O que posso dizer é que a Lei Rouanet assassinou a criatividade do teatro.

Ao transferir do governo, que representa o povo, para as empresas a decisão de onde investir, a Lei substitui o pensamento criativo pelo publicitário. Essa lei tem que acabar.

Muitos produtores dizem exatamente o oposto: se acabar a lei, acaba o teatro.

Boal: Não é a verdade. Há muitos grupos produzindo por aí. Esse dinheiro da lei deveria ser transferido para um fundo.

A verba do fundo seria distribuída de acordo com a avaliação de comissões constituídas pela sociedade. A Lei não incentiva companhias como a minha, ou as de Zé Celso (Martinez Corrêa), Antunes Filho, Aderbal (Freire Filho) ou grupos como o Tapa.

Ela só funciona para projetos isolados, individualistas. Se eu depender do apoio de uma empresa de macarrão, como vou produzir uma peça como Ralé, de Gorki, que fala sobre a fome?

Qual a sua avaliação do Ministério da Cultura?

Boal: Desde que o Gilberto Gil assumiu, temos, pela primeira vez, um Ministério da Cultura. Antes, até houve pessoas interessantes na pasta, mas nunca um Ministério de fato.

Também acho que, pela primeira vez, deixou-se de pensar em cultura apenas como erudição, no sentido dos grandes clássicos literários, dos grandes pintores. O governo indicou que o Brasil deveria se apropriar do que já existia, daquilo que o povo faz.

A cultura não é apenas o que o povo consome, é também o que o povo produz. Os pontos de cultura são isso, eles apoiam o que já existia.

O Teatro do Oprimido também foi beneficiado, não?

Boal: Sim, e o Gil disse até que servimos de inspiração para os pontos de cultura. Mas também trabalhamos com outros Ministérios, como Educação e Saúde.

Fizemos um trabalho em escolas de cinco cidades, nas proximidades do Rio, e vimos o poder de transformação que o teatro exerceu sobre os alunos.

Nos dê um exemplo dessa transformação proporcionada pelo teatro.

No caso dos hospitais psiquiátricos, há uma diminuição absurda no consumo de medicamentos. Trabalhamos com a saúde e não com a doença mental.

Procuramos ativar a parte saudável do cérebro doente, estimulá-lo no que tem de vivo e criativo. Com isso, o teatro é capaz de devolver ao convívio social alguém que tinha se isolado. Nas comunidades carentes acontece o mesmo.

Os programas populares da televisão são um massacre, impedem que as pessoas percebam o que está dentro delas. Elas apenas consomem o que lhes é imposto. O Teatro do Oprimido procura ajudá-las a encontrar seus próprios meios de expressão.

Que episódios, nessas andanças, mostraram ao senhor o sentido do seu trabalho?

Boal: Vários. Me lembro de um presídio, no interior de São Paulo, que funcionava como um leprosário. A população da cidade queria o isolamento total daqueles presos.

Resolvemos fazer uma peça de teatro, com os presos, no meio de uma praça pública, e um morador era chamado para entrar em cena. Isso amenizou aquela relação conflituosa e violenta.

Também de lembro de um preso, que era engraçado, e, numa cena, fez uma menina de 10 anos rir. A menina foi elogiá-lo. Ele se vira pra mim e diz: “É a primeira vez na minha vida que alguém me diz que eu sirvo para a alguma coisa”.

O senhor receberá, na França, uma homenagem da Unesco. Aqui no Brasil o senhor se considera reconhecido?

Boal: Sou reconhecido no meu trabalho, mas pela mídia, não. A imprensa só se interessaria pelo nosso grupo se formássemos três bailarinos que fossem dançar no Bolshoi.

A mídia gosta de campeões. Campeão de Fórmula 1, filme campeão de bilheteria, qualquer coisa que chegue na frente, que represente a vitória. Mas o ser humano não é cavalo de corrida.

Nos anos 1950, o senhor fez parte do Teatro de Arena, que teve grande projeção e, ao seguir o caminho do Teatro do Oprimido, mudou o rumo da sua carreira. Foi consciente essa escolha?

Boal: Totalmente. A escolha individualista nunca esteve no meu horizonte.

Quando era pequeno e trabalhava na padaria do meu pai, eu via aqueles operários que passavam o dia com um pão com manteiga e uma média e pensava: “Isso não pode continuar assim”. Eu acredito na solidariedade.

Estou com 78 anos. Isso é muito tempo. Foi outro dia que nasci e não deu tempo de fazer nem metade do que eu queria.

Mas, mesmo com todas as dificuldades, o Teatro do Oprimido me realizou.

Cidadão não é aquele que vive em sociedade, cidadão é aquele que transforma. E acredito que o Teatro do Oprimido tenha deixado alguma coisa para o mundo.

dilluns, 4 de maig de 2009

MERCAT I CIUTADANIA, CONFERENCIA DE SANTIAGO ALBA RICO A SABAELL


DIMARTS 5 DE MAIG PROGRAMA DOBLE. EXPOSICIÓ SOBRE MANUEL AZAÑA I CONFERÈNCIA DE SANTIAGO ALBA RICO.

Estimats amics, estimades amigues: en el marc del cicle “Els orígens del futur. Elements de republicanisme”, el proper DIMARTS 5 de MAIG, a les 19 hores, a la Sala d'Exposicions (primera planta) del Casal Pere Quart de Sabadell tindrà lloc la inauguració de la EXPOSICIÓ “MANUEL AZAÑA Y LA SEGUNDA REPÚBLICA”, que la Asociación Cultural Manuel Azaña, de León, ja ha presentat a diverses ciutats espanyoles, i que ara podrà ser vista a la nostra ciutat gràcies al conveni establert amb l'Associació Sabadell per la República 

A continuació, a les 19.30, es desenvoluparà la ONZENA CONFERÈNCIA del cicle, que serà pronunciada per SANTIAGO ALBA RICO, i que es titula MERCAT I CIUTADANIA. Només una al·lucinació ideològica ha pogut convèncer-nos de què el capitalisme és la via natural, i l'única possible, a la ciutadania general. Precisament el mercat capitalista es concep a si mateix com una suma d'intercanvis aïllats i particulars, les dues característiques que Diderot atribuïa a la relació de vassallatge, i només és capaç d'aprehendre els homes en la seva condició d'aïllament i particularitat. El mercat únicament reconeix simples homes privats que estableixen relacions particulars en un medi social construït de forma històrica a partir de l'espoli desigual. Aquests subjectes ficticis són formalment amos de si mateixos allà on de fet només poden “contractar” la seva redomesticació; allà on només entren després precisament de renunciar a la ciutadania mateixa i per a negociar la seva condició de súbdits, mitjançant un contracte privat. El mercat, com la monarquia, generalitza l'ordre domèstic, l'ordre dels domesticats, l'extensió i hegemonia dels vincles “familiars” sense necessitat d'una legitimació exterior sobrenatural o mitològica. En aquest context, la ciutadania o “politeia” es converteix en una combinació de “politesse” i “policia”, és a dir, en un règim de domesticació en què els rics, de manera alternativa i simultània, eduquen i reprimeixen els pobres.

SANTIAGO ALBA RICO va estudiar filosofia en la Universidad Complutense de Madrid. Entre 1984 i 1991 va ser guionista de tres programes de televisió espanyola (el molt conegut “La Bola de Cristal” entre ells). Ha publicat articles en nombrosos diaris i revistes i, entre les seves obres, estan els assajos “Dejar de pensar”, “Volver a pensar”, “Las reglas del caos” i “Capitalismo y nihilismo", així com dues antologies dels seus guions: "Viva el Mal, viva el Capital" i "Viva la CIA, viva la economía". És també autor d'un relat per a nens de títol "El món incomplet" i ha col·laborat en nombroses obres col·lectives d'anàlisi política (sobre el 11-S, sobre el 11-M, sobre Cuba, sobre Veneçuela, l'Iraq, etc.). Des de 1988 viu en el món àrab, havent traduït al castellà al poeta egipci Naguib Surur i més recentment al novel·lista iraquià Mohammed Jydair. En els últims anys col·labora en diversos mitjans de comunicació, tant digitals com en paper.

En nom del secretariat de Sabadell per la República us saluda cordialment Guillermo Lusa.